Rio de Janeiro - Na
manifestação que acontece na noite desta segunda-feira, no Rio, e que
já toma praticamente toda a extensão da Avenida Rio Branco, no trecho da
Candelária à Cinelândia, várias palavras de ordem são entoadas, entre
elas, as que pedem a redução da tarifa, como "Olê, olê, olá. Se a
passagem não abaixar, o Rio vai parar".
Mas é evidente o
viés político do protesto. As bandeiras misturam-se. Às muitas Bandeiras
do Brasil, somam-se as de partidos, como Psol e PSTU, da União Nacional
dos Estudantes (UNE) e do arco-íris. O coro, por vezes, lembra os de
estádios de futebol, com rimas impublicáveis e referências a políticos,
como o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB).
Um grupo de 60
advogados se pôs à disposição dos manifestantes para agir em caso de
prisões arbitrárias. Vinte estudantes de medicina vestindo jalecos se
prontificaram a dar atendimento a eventuais feridos. Por enquanto,
embora conte com a adesão de milhares de participantes, transcorre,
normalmente, o protesto pela Avenida Rio Branco.
O número de
manifestantes é maior do que o do ato de quinta-feira, 13, mas ainda não
foi feita uma avaliação oficial da Polícia Militar (PM). Na Assembleia
Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), perto dali, que foi alvo de
pichações no último ato, cerca de 50 cavaletes foram postos,
preventivamente, pela polícia, com o objetivo de proteger o prédio
histórico. O centro teve reforço de policiamento desde o início da
tarde.
Passeata ganha apoio de trabalhadores
A
passeata que ocupa na noite desta segunda-feira toda a Avenida Rio
Branco, no Rio, ganhou durante o percurso o apoio de muitos
trabalhadores que ainda estavam em escritórios localizados na via ou
esperavam o fim da manifestação para ir para casa. Eles jogaram papel
picado em sinal de apoio, e os manifestantes gritavam em agradecimento.
"Quem
apoia acende a luz", gritavam da rua, e as luzes piscavam nos
escritórios. Duas grandes faixas na frente da multidão davam o tom do
ato: "Não é por centavos, é por direitos" e "Somos a rede social".
Parte
dos manifestantes que chegaram à Cinelândia, que seria o ponto de
dispersão, se encaminha agora para a Assembleia Legislativa do Rio de
Janeiro (Alerj) - onde na semana passada começou a confusão com a
Polícia Militar (PM).
O prédio da Assembleia está cercado desde o começo do protesto para a proteção do edifício histórico.
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